Resenha

Inferno

terça-feira, janeiro 10, 2017

Título: Inferno (skoob)
Título Original: Inferno (goodreads)
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 448
Ano: 2013
No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.
O professor Robert Langdon acorda de um pesadelo em um hospital, sem lembrar dos últimos acontecimentos e de onde está. Com um ferimento na cabeça, percebe que está em Florença e não faz ideia de como foi parar ali.

Um atentado contra a sua vida o obriga a fugir do hospital com a ajuda da médica Sienna Brooks. E, a partir daí eles terão que desvendar vários enigmas encontrados num estranho objeto encontrado no paletó de Langdon envolvendo A Divina Comédia de Dante Alighieri.

Inferno foi o primeiro livro que li de Dan Brown e já dá para perceber que ele usa uma fórmula para os seus livros, algo que não me incomodou tanto quanto ao fato de que apenas Robert que parece ter importância no livro e é ele quem sabe de tudo (o cara sabe de tudo mesmo!). A leitura se arrastou bastante pra mim porque o autor dá muitas informações desnecessárias e torna o livro cansativo.

Entretanto, achei a temática interessante. Dan Brown vai discutir um pouco sobre a superpopulação e a escassez de recursos no futuro, além de aprender bastante sobre a história de A Divina Comédia. E algumas coisas me surpreenderam no final, apesar de ter achado que foi um pouco corrido e algumas soluções foram um pouco sem noção, digamos assim.
“Estudei bastante biologia e é muito normal uma espécie entrar em extinção pelo simples fato de ter superpovoado seu habitat.” Pág. 204
É um livro interessante, mas que poderia ter algumas partes enxugadas para que outras fossem melhor exploradas.

Recentemente foi lançada a adaptação com Tom Hanks e Felicity Jones.

Resenha

Como Se Fosse Magia

terça-feira, janeiro 03, 2017

Título: Como Se Fosse Magia (skoob)
Autora: Bianca Briones
Editora: Gutenberg
Páginas: 208
Ano: 2016
Eva nasceu com o dom de passar os sentimentos para o papel, com isso conquistou milhares de leitores pelo mundo. Agora ela precisa escrever o último livro da sua série de fantasia, mas está com um bloqueio há um ano e não sabe o que fazer. Enquanto ela tenta se reconectar a seus personagens, a vida coloca em seu caminho um homem igualzinho a um dos seus protagonistas. O problema é que o desconhecido surge sem nenhuma lembrança de quem ele é. Enzo está muito confuso. A princípio, ele duvida da conversa maluca de Eva. Mas, mesmo com seu ceticismo, ele não pode negar que se sente extremamente ligado a ela. O que isso quer dizer? Envolvidos por esse curioso e estranho mistério, Eva e Enzo estão prestes a descobrir que às vezes para que duas pessoas se encontrem mundos inteiros são capazes de colidir.
Eva é uma escritora famosa e seus livros fazem muito sucesso. Sua série em andamento, Universos Paralelos, precisa de um final, entretanto ela está com um bloqueio criativo há um ano. Assim, ela resolve reler os outros livros da série buscando inspiração, mas se surpreende ao perceber que diversos fatos que aconteceram com seus personagens acabam acontecendo com ela também.

Um dia, voltando para casa, ela presencia um assalto e vê a vítima caída no chão e seus pertences levados. Ao tentar ajudar, Eva se surpreende ao perceber que a vítima do assalto era um homem idêntico a um de seus personagens.

Extremamente confuso e sem memória, Enzo de início não acredita muito na loucura de Eva. Como seria possível ele ser um personagem de um livro dela? Então, quando ele começa a ler os livros dela, e é aí que a magia acontece. Enzo começa a sentir que, de alguma forma, tem uma conexão com Eva e eles começam a se envolver mais e mais.
“Há mundos inteiros lá fora que se conectam com este. E é lá que meus personagens vivem suas histórias. Eles existem. Nunca duvidei disso. Só não imaginava que meu caminho podia se cruzar com um deles, um dia.” Pág. 110
Eva tem o dom de conseguir ver e conversar com seus personagens, e por causa desse dom muitas pessoas que não a compreendiam acabaram machucando-a. Seu melhor amigo e agente literário, Thiago, foi muito importante para ela conseguir superar todas as decepções que passou. Ele também passa por várias situações complicadas e Eva sempre disposta a defende-lo e protege-lo.

O desenrolar da história foi fantástico para mim. O desenvolvimento dos personagens foi o melhor ponto do livro, principalmente a amizade de Thiago e Eva, que é linda, eles são uma verdadeira família um para o outro.

Bianca Briones conseguiu abordar assuntos sérios envolvendo preconceito e ao mesmo tempo criar uma história leve e linda. O final, quando ela dá todo um sentido para aquilo estar acontecendo com os personagens, foi encantador e surpreendente.
“Não importa aonde o destino me leve, eu encontrarei meu caminho de volta para você.” Pág. 176
Todo começo de capítulo do livro tem um trecho de uma música e vocês podem encontrar abaixo a playlist do spotify.

Quadrinhos

Mônica: Força

segunda-feira, novembro 28, 2016


Título: Mônica: Força (skoob)
Série: Graphic MSP #12
Autora: Bianca Pinheiro
Editora: Panini
Páginas: 80
Ano: 2016
Sempre que é preciso, a Mônica usa sua força para resolver os problemas. Agora, terá que enfrentar o maior deles. E não poderá ser na base da coelhada. Em Força, Bianca Pinheiro faz a principal personagem de Mauricio de Sousa (e do quadrinho brasileiro) encarar o grande desafio de sua vida, numa história tão dolorida quanto emocionante.


Mônica: Força faz parte da coleção Graphic MSP que conta com histórias da Turma da Mônica desenhadas e escritas por outros autores/quadrinistas. Foi o primeiro que li e fiquei com bastante vontade de ler o restante.

Bianca Pinheiro nos traz uma história tocante e emocionante da Mônica. Estamos acostumados a ler histórias dela com seus amigos e nesse quadrinho o foco será diferente. Mônica terá que lidar com um dos problemas mais comuns da vida em família, problema esse que força física não resolve.


Uma das HQs mais lindas que já li, com um enredo profundo, sensível e emocionante e um traço lindo, rico em detalhes. 

A resenha ficou pequena porque contar a sinopse do livro já seria um grande spoiler, então leiam, pessoal!

Coleção Graphic MSP:
Astronauta: Magnetar
Turma da Mônica: Laços
Chico Bento: Pavor Espaciar
Piteco: Ingá
Bidu: Caminhos
Astronauta: Singularidade
Penadinho: Vida
Turma da Mônica: Lições
Turma da Mata: Muralha
Louco: Fuga
Papa-Capim: Noite Branca
Mônica: Força
Astronauta: Assimetria
Bidu 2: Juntos

Resenha

A Sala dos Répteis

quarta-feira, novembro 23, 2016

Título: A Sala dos Répteis (skoob)
Título Original: The Reptile Room (goodreads)
Série: Desventuras em Série #2
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
Páginas: 184
Ano: 2001

Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso - para que depois ninguém reclame - faz questão de avisar: 'Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar...' Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em 'Mau Começo' ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire - e aqui as coisas só pioram.
Depois da terrível experiência em O Mau Começo com o Conde Olaf, os irmãos Baudelaire apenas sonham que o próximo tutor seja alguém legal e que não queira roubar a fortuna deles. Então, eles são encaminhados para o dr. Montgomery ou, como prefere ser chamado, Tio Monty, um herpetologista, estudioso de cobras que possui várias dentro de casa.

Tio Monty é bem-humorado e alegre, faz de tudo para que as crianças fiquem felizes. Planeja inclusive uma expedição para o Peru com as crianças. Os irmãos Baudelaire estavam, finalmente, felizes e aliviados por terem encontrado um ótimo tutor.

Entretanto, como o próprio autor nos alerta, esse não é um livro com final feliz. E tudo muda com a chegada de Stephano, substituto do assistente do Tio Monty. Stephano é ninguém menos do que o Conde Olaf disfarçado. Agora, as crianças terão que desmascará-lo antes que Conde Olaf apronte alguma coisa.

Gosto muito da narrativa do Lemony Snicket, interagindo com o leitor deixando a narrativa divertida e fluída. Além disso, gosto também que ele consegue deixar a história imprevisível, mesmo o leitor sabendo que o final não vai ser feliz e que o Conde Olaf vai aparecer em determinado momento. E que as crianças, normalmente, estão certas.

Só li até agora dois livros da série, mas já posso dizer que é uma das melhores séries infantis que já li e toda criança deveria ler.

A Netflix irá adaptar a saga! A série estreia está prevista para 13 janeiro de 2017.


Resenha

A Garota no Trem

quinta-feira, novembro 17, 2016

Título: A Garota no Trem (skoob)
Título Original: The Girl on the Train (goodreads)
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 378
Ano: 2015

Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.

Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d'água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A Garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

O livro conta a história de três mulheres, Rachel, Anna e Megan que aparentemente não possuem nada em comum, entretanto, no decorrer da história diversas coisas irão acontecer e cada uma vai ter um papel importante para a história.

Rachel Watson, a protagonista, está passando por maus bocados. Após uma traição, divórcio e demissão sua vida está fora dos eixos. Todos os dias ela faz o mesmo caminho, pega o mesmo trem no mesmo horário de Ashbury para Londres. Nas suas viagens ela sempre repara em um casal e fantasia sobre a vida deles, uma vida que ela gostaria de ter. Até que um dia a mulher – Megan - que aparecia todos os dias não está mais lá e Rachel descobre que ela está desaparecida.

Uma visita de policiais à sua casa, Rachel descobre que esteve próximo à casa de Megan, mas ela não se lembra de nada daquela noite, apenas se lembra de ter acordado cheia de sangue e com vários hematomas no corpo. Agora, ela está decidida a tentar lembrar o que aconteceu e acha que pode ajudar a descobrir o paradeiro de Megan.

Rachel é alcóolatra, tem uma obsessão pelo ex-marido e tem sérios problemas com autodesprezo. Foi difícil gostar dessa personagem. Entendi que a autora quis falar um pouco sobre o alcoolismo, entretanto a personagem não tem vontade nenhuma de sair dessa condição. Além disso, ela não consegue deixar a rotina que ela tinha antes de ser demitida o que me pareceu bastante estranho, dando a entender que o objetivo da vida dela naquele momento era observar o casal feliz da janela do trem, uma verdadeira stalker.
“De vazio, eu entendo. Começo a achar que não há nada a se fazer para preenche-lo. Foi o que percebi com as sessões de terapia: os buracos na sua vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvores ao redor do concreto; você se molda a partir de lacunas. ” Pág. 114
Anna é a atual mulher de Tom, ex-marido de Rachel. Através da narração dela vamos conhecendo um pouco mais da obsessão de Rachel pelo ex-marido.

A resolução do mistério em si, do desaparecimento de Megan, não me surpreendeu tanto, mas outros fatores foram surpreendentes. A narrativa é fluída e a autora deixa o leitor muito curioso para saber a relação de cada personagem no mistério.

Recentemente o filme foi adaptado para o cinema e devo dizer, o livro é o roteiro do filme. Pouquíssimas mudanças, nada que interfira na história. De resto, tudo igualzinho. Algumas cenas, inclusive, ficaram ainda melhores, deixando o pessoal no cinema bastante surpreso!

Quadrinhos

BEAR - Volume 1

sexta-feira, novembro 11, 2016

Título: BEAR (skoob)
Autora: Bianca Pinheiro
Editora: Nemo
Páginas: 64
Ano: 2014

A pequena Raven tem um problema: de algum modo ela conseguiu se perder de seus pais e de seu lar. Em sua busca, ela se depara com um urso marrom (ou seria alaranjado?) que, apesar de rabugento, aceita ajudá-la nessa empreitada. A jornada desses dois acaba de começar.

Raven é uma garotinha fofa e bastante esperta que acaba se perdendo dos pais ao se distrair com uma borboleta. Perdida em meio a floresta, Raven encontra o Dimas, um urso rabugento, dormindo em sua caverna e o acorda para saber se ele viu os pais dela. Dimas só queria descansar em paz, mas acaba se comovendo com a história da garota e resolve ajuda-la.

O grande problema é que Raven não sabe o endereço onde mora e muito menos possui um retrato do pais, dificultando a procura por eles. Assim, mesmo sem muitas informações eles partem numa longa jornada que dará início a uma inesperada amizade regada de muita aventura.


O trabalho de Bianca Pinheiro é incrível, os desenhos são lindos e a história encantadora. Além de trazer o bom humor, há diversas referências ao mundo nerd em geral (filmes, games etc) e a autora conseguiu encaixar muito bem diversas críticas sociais de uma forma sutil e passar mensagens sobre amizade e companheirismo.

Bear surgiu como uma webcomic, uma página postada todas as terças-feiras no site da autora. Li o primeiro e o segundo volume todo pelo site, mas não resisti em ter um exemplar físico dessa história linda <3
Eu e minha xará no lançamento de Mônica: Força 

Resenha

Felizmente, o Leite

sexta-feira, novembro 04, 2016

Título: Felizmente, o Leite (skoob)
Título Original: Fortunately, the Milk (goodreads)
Autor: Neil Gaiman

Ilustrador: Skottie Young
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 128
Ano: 2016

Uma prosaica ida até o mercado se transforma numa incrível aventura no mais recente livro infantil do celebrado escritor britânico Neil Gaiman, que coloca um estranho objeto prateado no caminho de um pai que só queria comprar um pouco de leite para o café da manhã. Aliás, aquele disco prateado gigantesco estacionado em plena rua Marshall, com seres verdes um tanto gosmentos e bastante ranzinzas querendo reformar o (nosso) mundo, é só a primeira de muitas surpresas que esperam pelo zeloso pai de família na história, que inclui ainda viagens no tempo e no espaço num balão, um dinossauro inventor, navios piratas, vulcões e outras maluquices. Será que o café da manhã das crianças está a salvo? Com ilustrações incríveis de Skottie Young, Felizmente, o leite é uma história de fantasia com uma boa dose de nonsense e o senso de humor peculiar de Neil Gaiman.


Em Felizmente, o Leite, iremos acompanhar a hilariante aventura de um pai ao levar leite para os seus filhos. A mãe tinha viajado para uma conferência e avisou ao pai de que o leite estava acabando. De manhã as crianças percebem que o leite tinha acabado e não tinha mais nada para colocar no cereal e no chá do pai. Então, o pai resolve ir comprar o leite.

Entretanto a ida do pai ao mercadinho da esquina demora horas, mais do que seria necessário. Quando ele volta, as crianças o enchem de perguntas para saber onde ele estava e aí iremos acompanhar uma aventura com disco voador, piratas, piranhas, estegossauro, tribo indígena, alienígenas, viagem no tempo e muito mais, tudo isso com o leite bem guardado.

A narrativa é bem-humorada, divertida e envolvente, com ilustrações excelentes, um prato cheio para as crianças (e para adultos também, é claro!). Você não vai querer parar de ler e vai dar boas gargalhadas.

No vídeo abaixo tem um pouco sobre a história e o início do livro.

Resenha

A Ilha dos Dissidentes de Bárbara Morais

sexta-feira, outubro 28, 2016

Título: A Ilha dos Dissidentes (skoob)
Série: Trilogia Anômalos #1
Autora: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2013

Ser levada para uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

Oitenta anos atrás as regiões da União foram atacadas com armas químicas pelos habitantes do Império do Sol, os dissidentes, e armas nucleares foram utilizadas como resposta. Acredita-se que a mistura de armas químicas e nucleares com uma tempestade solar muito forte causou modificações nos códigos genéticos dos humanos, resultando em anomalias. Agora, a população mundial foi praticamente dizimada, restando alguns sobreviventes e os anômalos ou aberrações, como são conhecidas as pessoas que, devido às mutações no seu DNA, possuem poderes.

Sybil Varuna mora em Kali, uma província na qual ainda ocorre a guerra entre a União e o Império. Sybil quer escapar desse lugar, para não acabar no exército quando surge a oportunidade de ir para o continente Pacífico viver como refugiada. Sybil também não faz ideia que possui uma mutação, mutação essa que lhe permitiu ser a única sobrevivente no naufrágio de um navio.

Órfã, ela acaba sendo adotada por um casal que vive em Pandora, maior cidade especial do continente Pacífico, na qual só vivem anômalos, e tem a chance de viver uma vida melhor. Ela faz novos amigos, conhece coisas novas e diferentes, tem um lar e uma família. Como nem tudo são flores, Sybil e alguns amigos são selecionados para cumprirem uma missão muito perigosa.

Além do cenário distópico e com humanos superpoderosos, o livro também traz uma discussão sobre o preconceito que os anômalos sofrem, uma crítica que nos lembra bastante o Apartheid, já que os anômalos não podem entrar em alguns lugares, vestem roupas com cores características para que sejam facilmente identificados. Tudo isso com uma narrativa fluída e sucinta.
“É fácil esquecer que somos todos diferentes dos outros. É fácil, depois de tanto tempo vivendo entre iguais, não lembrar de como as pessoas com poderes são tratadas. (...). É como se fôssemos portadores de alguma doença contagiosa, transmitida pelo ar ou pelo toque.” Pág. 146-147
A Ilha dos Dissidentes é uma distopia nacional que não deixa nada a desejar. O mundo criado por Bárbara é bastante interessante e ainda há muita coisa para a autora desenvolver e aprofundar nos próximos volumes da série.

Trilogia Anômalos
1. A Ilha dos Dissidentes
2. A Ameaça Invisível
3. A Retomada da União

Resenha

A Garota do Calendário - Janeiro

sexta-feira, julho 29, 2016

Título: A Garota do Calendário - Janeiro (skoob)
Título Original: Calendar Girl: January (goodreads)

Série: A Garota do Calendário #1
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Páginas: 144
Ano: 2016

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.
Mia Sauders não acredita no amor. Ao longo de sua vida teve a oportunidade de encontra-lo quatro vezes, mas todas elas foram um fracasso. A última foi a pior de todas, deixando, inclusive, seu pai na UTI, já que o ex-namorado de Mia era um agiota o qual emprestou muito dinheiro ao seu pai, dinheiro esse que ele não conseguiu pagar e acabou tomando uma surra e ficando internado.

Mia agora precisa pagar um milhão de dólares ao ex e a única saída que vê é aceitar o emprego que sua tia lhe oferece, como acompanhante de luxo, apesar de início não ter aceitado a proposta muito bem. Para Mia conseguir esse dinheiro ela terá que ser acompanhante de um homem por mês, lhe garantindo cem mil dólares. Sexo não é obrigatório, mas caso fizesse, lhe renderia vinte mil a mais.

Em janeiro Mia será a acompanhante de Wes, um roteirista de filmes famosos em Hollywood, extremamente sexy, charmoso e divertido.

A trama, apesar de girar em torno de cenas de sexo, não possui só isso. Vamos conhecendo a personalidade da Mia que lida com a vida de forma despreocupada e simples. E ela faz com que o leitor aceite melhor a ideia de ela ser acompanhante de luxo. Afinal de contas, ela encara bem a situação e aproveita tudo de bom que ela lhe oferecer.

Um romance cheio de clichês, mas bastante sensual. Um prato cheio para quem gosta de protagonistas seguras de si e com cenas bem apimentadas.

A série é composta por 12 livros, um livro para cada rapaz que ela irá acompanhar. Confiram as capas:


Resenha

Diga Sim ao Marquês

terça-feira, julho 26, 2016

Título: Diga Sim ao Marquês (skoob)
Título Original: Say Yes to the Marques (goodreads)

Série: Castles Ever After #2
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Ano: 2016

Vossa Excelência está convidada a comparecer ao romântico castelo Twill para celebrar o casamento da senhorita Clio Whitmore e… e…?
Aos 17 anos, Clio Whitmore tornou-se noiva de Piers Brandon, o elegante e refinado Marquês de Granville e um dos mais promissores diplomatas da Inglaterra. Era um sonho se tornando realidade! Ou melhor, um sonho que algum dia talvez se tornasse realidade… Oito anos depois, ainda esperando o noivo marcar a data do casamento, Clio já tinha herdado um castelo, tinha amadurecido e não estava mais disposta a ser a piada da cidade. Basta! Ela estava decidida a romper o noivado. Bom… Isso se Rafe Brandon, um lutador implacável e irmão mais novo de Piers, não conseguir impedi-la. Rafe, apesar de ser um dos canalhas mais notórios de Londres, prometeu ao irmão que cuidaria de tudo enquanto ele estivesse viajando a trabalho. Isso incluía não permitir que o Marquês perdesse a noiva. Por isso, está determinado a levar adiante os preparativos para o casamento, nem que ele mesmo tenha que planejar e organizar tudo. Mas como um calejado lutador poderia convencer uma noiva desiludida a se casar? Simples: mostrando-lhe como pode ser apaixonante e divertido organizar um casamento. Assim, Rafe e Clio fazem um acordo: ele terá uma semana para convencê-la a dizer “sim” ao Marquês. Caso contrário, terá que assinar a dissolução do noivado em nome do irmão. Agora, Rafe precisa concentrar seus punhos e sua força em flores, bolos, música, vestidos e decorações para convencer Clio de que um casamento sem amor é a escolha certa a se fazer. Mas, acima de tudo, ele precisa convencer a si mesmo de que não é ele que vai beijar aquela noiva.
Clio Whitmore está há oito anos esperando que o seu casamento com o marquês Piers Brandon, finalmente aconteça. Tanto tempo aguardando o noivo marcar a data do casamento e virando piada na cidade, Clio resolver romper o noivado. Para isso, ela precisa da ajuda do irmão de Piers, Rafe Brandon, um lutador de peso-pesado famoso na Inglaterra.
“Porque eu olhei para o calendário, entende? Passaram-se oito anos desde que ele me pediu em casamento! Se você quisesse mesmo se casar com uma mulher, esperaria tanto tempo para torna-la sua?” Pág. 19
Devido ao seu trabalho como diplomata, Piers está há muitos anos viajando pelo continente e coube a Rafe cuidar de tudo, inclusive assinar documentos em nome do irmão. Com isso, Clio pede a Rafe que assine os documentos cancelando o noivado. Entretanto, Rafe não aceita e resolve provar que ela ainda vai querer se casar, nem que ele mesmo organize tudo. Com isso, Rafe terá uma semana para convencer Clio a casar com o irmão, caso contrário irá assinar o cancelamento do noivado.

Clio é uma personagem muito determinada e divertida. Diferente da maioria das mulheres da sua época, ela não sonha com um casamento e muito menos com títulos. O que ela quer mesmo é montar uma cervejaria em seu castelo e ser independente, coisa quase impossível para uma mulher naqueles tempos. Já Rafe é a ovelha negra da família que viu no boxe a paixão e uma maneira de fugir das exigências da Sociedade.

De um lado, temos Clio tentando convencer Rafe dos seus motivos para não se casar com Piers e de outro, Rafe e suas tentativas de organizar um casamento. Tudo isso com muito bom humor.

Tessa criou uma história fora do comum dos romances de época, com personagens cativantes e uma história divertida, envolvente, com muito humor e sensualidade. E um final de arrancar muitos sorrisos e suspiros. 

Resenha

A Lente de Marbury

quinta-feira, julho 21, 2016

Título: A Lente de Marbury (skoob)
Título Original: The Marbury Lens (goodreads)

Série: A Lente de Marbury #1
Autor: Andrew Smith
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Ano: 2016

O LUGAR ERRADO NA HORA ERRADA! Um sequestro, um assassinato, um par de óculos… Aos 16 anos, tudo o que Jack mais quer é curtir as férias de verão com seu melhor amigo, Conner, e eles vão dar uma grande festa para celebrar o fim das aulas. Mas algo dá muito errado! Jack perde a linha, fica bêbado e acaba caindo nas mãos de um maníaco que o droga e o sequestra. Ele escapa por um triz, e só conta o que sofreu para Conner. O amigo tenta tranquilizá-lo, dizendo que tudo vai acabar bem. Mas será que vai? A viagem de férias para a Inglaterra parece ser a oportunidade perfeita para se livrar de seus fantasmas, mas Jack sabe que sua vida nunca mais será a mesma. Em Londres, um estranho lhe entrega um par de óculos cujas lentes lhe mostram um outro mundo. Um local chamado Marbury. Marbury está em guerra. É um lugar desolador que cheira à morte e destruição, onde os poucos sobreviventes precisam fugir se quiserem continuar vivos. Nesse mundo apocalíptico, Jack é responsável por dois garotos mais jovens, que são seus únicos companheiros, e também precisa enfrentar Conner, que o persegue e quer matá-lo. Será que Jack conseguirá escapar e lutar com seu melhor amigo? Será que tudo o que ele viu nesse unverso paralelo é real, ou seriam apenas alucinações provocadas pelas drogas que o sequestrador lhe injetou? Como agir quando loucura e realidade se confundem? Jack está perdendo o controle e sua única certeza é que sua vida está em jogo.
A Lente de Marbury conta a aventura de Jack, um menino que foi criado pelos seus avós Wynn e Stella. Apesar de darem tudo a ele, o mesmo achava que estava faltando algo em sua vida.

Uma noite quando estava na casa de um amigo em uma festa, Jack fica bêbado e acaba conhecendo Freddie Horvath que se diz médico disposto a ajuda-lo. Entretanto, quando se dá por si Jack está na casa de Freddie todo amarrado e muito confuso; então ele é drogado e torturado pelo seu sequestrador. Quando consegue fugir do cativeiro Jack vive um dilema pois não consegue desvencilhar do seu sequestrador.

Jack vai para Londres onde pretende dar um novo rumo a sua vida. Uma noite vai a um pub e conhece Henry que mostra para ele um óculos diferente de tudo que já tinha visto. Curioso Jack vai para o Hotel onde estava hospedado e coloca-o; então a partir daí a sua vida começa a oscilar entre a sua vida real e a intrigante Marbury; um mundo em que seus amigos reais vivem um outro lado do seu caráter, deixando Jack confuso entre ficar na sua vida de sempre ou ir para Marbury viver a aventura que sempre sonhou e fazia falta na sua vida.
“Então você abre e vê a Terra e, quando esta se abre, vemos Marbury, um lugar eu se parece com este mundo, exceto pelo fato de que as coisas horríveis de Marbury não são difíceis de ver. Todas elas estão pintadas bem na superfície, ao alcance dos olhos.” Pág. 11
Apesar de ser uma história inovadora e diferente de tudo que eu já tinha lido, achei a narrativa confusa e cansativa. Por diversas vezes a leitura se passou arrastada e nada me prendia a história. Não criei empatia por nenhum dos personagens, com exceção do Seth, um jovem garoto que Jack conhece em Marbury, que foi o único personagem interessante da história para mim.

Apesar dos pesares, é uma história interessante para se ler com a mente bem aberta.

Resenha

Amor Amargo

domingo, julho 17, 2016

Título: Amor Amargo (skoob)
Título Original: Bitter End (goodreads)
Autora: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Ano: 2015

Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado. Até Cole aparecer. Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade… Em um retrato realista de um relacionamento conturbado, a autora Jennifer Brown – do sucesso A Lista Negra – nos leva até o limite de nossos sentimentos.
Alex, Bethany e Zach estão no último ano do colégio e desde os 8 anos planejam viajar para o Colorado, local que a mãe de Alex estava indo quando morreu. Alex queria descobrir o que tinha no Colorado que levou a mãe a abandonar a família.
“Precisava saber que, no Colorado, havia algo melhor esperando por ela. Tinha que ter. Eu não havia sido abandonada por causa de um mero... capricho. De uma simples vontade de pôr o pé na estrada.” Pág. 116
Os amigos não demoraram muito tempo a apoiar a ideia da amiga, pois a apoiavam e também seria uma ótima oportunidade para se divertirem juntos. O Dia da Viagem está cada vez mais próximo e tudo parece correr conforme os planos, até que Cole aparece.

Transferindo de um outro colégio, Cole precisa de ajuda em inglês e como Alex é professora de reforço na escola, ela fica com a função de ajuda-lo. E nessa relação professora-aluno, eles acabam se apaixonando.

No início, o relacionamento corre às mil maravilhas. Com Cole Alex vive novas experiências e tem sua total atenção, algo que os familiares não lhe davam. Até Cole se mostrar extremamente ciumento, possessivo e agressivo. Alex começa a se afastar dos melhores amigos e a achar que o comportamento abusivo de Cole era devido a problemas familiares.
“Eu amava Cole, mas, às vezes, amá-lo era como andar de montanha-russa sem conseguir recuperar o fôlego entre curvas e quedas.” Pág. 167
Primeira vez que li um algo sobre relacionamento abusivo e fiquei impressionada como a Jennifer Brown tratou desse assunto de forma tão delicada e ao mesmo tempo profunda. Ela faz o leitor se ver naquela situação e mostra que a vítima nunca deve ser julgada. Só quem já passou por algo parecido é capaz de entender.

A leitura, apesar de rápida, é pesada e intensa que vai te fazer querer, de alguma forma, mudar aquela situação e salvar a personagem.

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